economiacapixaba

Archive for março \27\UTC 2012|Monthly archive page

O sistema capixaba de inovação e sua dinâmica de geração de inovações: elementos para discussão

In Ciência, Inovação on 27/03/2012 at 9:39

Por: Mariana de Souza Silva (Bolsista de Iniciação Científica GPIDECA/UFES)

O sistema de inovação, seja nacional, regional ou local, pode ser visto como uma rede de instituições, públicas e/ou privadas, cujas interações geram, fomentam e difundem inovações (tecnológicas ou não), sendo a inovação e o aprendizado os principais fatores definidores do desenvolvimento e da dinâmica econômica (CASSIOLATO E LASTRES, 2000). Desta maneira, pode-se dizer do Sistema de Inovação como sendo um conjunto de instituições que, em conjunto, e de maneira individual, contribuem para o desenvolvimento e difusão de inovações envolvendo principalmente as empresas, instituições de ensino, pesquisa e financiamento e governo.

Este conceito pode ser entendido ainda como expressando o complexo de arranjos institucionais em seus diversos níveis e seus mecanismos de interação, inclusive além das fronteiras geográficas do país, que, direta ou indiretamente, interferem na trajetória e desenvolvimento da capacitação inovativa de determinada nação, impulsionando-a ou retardando-a.

Continue lendo »

Envelhecimento da população e desenvolvimento capixaba: uma agenda para o debate

In Demografia on 22/03/2012 at 13:33

Por: Arlindo Villaschi

A participação dos velhos (velhos? um texto aqui) – ou pessoas acima de sessenta anos de idade – na população capixaba, passou de pouco mais de 6,5% em 1991 para mais de 10% em 2010.  Como esse processo de envelhecimento está longe de ser algo conjuntural mas está aqui para ficar, parece oportuna a discussão sobre uma agenda política que leve em consideração as dimensões sociais e econômicas desse envelhecimento.

Destaque-se que esse processo se dá em escala mundial, razão pela qual vem há algum tempo merecendo a atenção de organismos internacionais.  O relatório da Onu sobre o envelhecimento da população entre 1950 e 2050 (aqui) indica que a participação crescente de velhos no total da população é um dos mais importantes eventos demográficos do século XX e que certamente continuará a ser importante ao longo do século XXI.

Continue lendo »

Os impactos da concentração produtiva no Espírito Santo

In Desenvolvimento Capixaba, Interiorização, Urbanização on 19/03/2012 at 11:34

Por: André da Silva Mendes (bolsista de iniciação científica do GPIDECA)

A crise econômica verificada no Espírito Santo entre os anos de 1950 e 1960 põe em evidência o aniquilamento do modelo econômico então vigente na economia capixaba, que por quase um século esteve baseada na atividade cafeeira. Esse aniquilamento não é só produto de reveses nos preços do café, mas é, sobretudo, uma consequência tardia de uma mudança compulsória a que esteve sujeita a economia do Espírito Santo ante ao processo de industrialização brasileiro em andamento.
Entre as décadas de 1940 e 1960 o Espírito Santo teve seu plantio de café expandido em 74% ; o favorecimento disso se deu por conta das altas nos preços até 1954. Os reveses se inciaram em 1955, quando o setor cafeeiro passou a experimentar amargos rendimentos que logo se propagaram nos seus indicadores econômicos. Em 1950, o café diretamente gerava 32,4% da renda interna no Espírito Santo; em 1960 sua participação caiu para 22,6%. Quando se considera sua participação na indústria de transformação , que em 1949 era de 60,9%; em 1959 diminui para 16,6%. (ROCHA & MORANDI, 1991, p. 48)

Continue lendo »

Ciência e Tecnologia no Espírito Santo: um olhar a partir da interação dos Grupos de Pesquisa com o setor produtivo

In Ciência, Inovação on 13/03/2012 at 13:15

Por: Ednilson Silva Felipe

As últimas décadas revelam o crescimento do interesse na compreensão dos relacionamentos entre empresas e os pesquisadores e/ou instituições de Ciência & Tecnologia. Esse renovado interesse deriva do princípio de que tais arranjos interativos/cooperativos passaram a ser entendidos como elementos essenciais para o avanço da ciência, por um lado, e da utilização dessas para a resolução de problemas e demandas da sociedade. Além disso, tais formas de cooperação permitem processos mútuos de aprendizado, de geração de conhecimento e implementação de inovações.

Vale dizer que pelo lado científico, a formação dos grupos de pesquisa é fundamental para a sistematização e transbordamento do conhecimento gerado nas universidades ou nos centros de pesquisas para além de seus muros. A pesquisa é a rotina desses grupos. Sistematizar, dar publicidade e debater novos conhecimentos é sua função principal. Mais do que isso, os grupos de pesquisa são os instrumentos mais eficientes para o encantamento do estudante recém chegado para com a ciência, o desenvolvimento e a visão sistêmica e holística da realidade.

Continue lendo »

Meio Ambiente na Agenda Política Local

In Desenvolvimento Sustentável on 05/03/2012 at 13:13

Por: Erika Leal

Este ano teremos eleições municipais. Em nosso estado, não diferentemente de outras regiões do país já contamos com diversas pesquisas sobre quais temas deverão nortear os discursos dos candidatos a prefeito. Os temas tradicionais são saúde, educação, habitação, emprego, segurança, trânsito, obras de infra-estrutura, lazer, entre outros.

Nos últimos anos, assim como no campo científico há diversos pesquisadores voltados para o desenvolvimento de estudos que contemplam a questão relacionada ao meio ambiente; no campo político, numa velocidade ainda muito menor, os discursos começam pouco a pouco a inserir este tema na agenda.

Assim, consideramos o momento oportuno para falar da relevância da questão ambiental, sobretudo nos centros urbanos, e porque é tão difícil para os governantes dispensarem o tratamento realmente necessário a esta questão.

Na segunda metade do século XX, os governantes em âmbito global, fizeram uma série de Conferências Internacionais voltadas para a discussão e a proposição de ações voltadas à redução ou mitigação de problemas relacionados ao meio ambiente.

Continue lendo »