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O bem comum

In Ciência Política, Desenvolvimento Sustentável, Uncategorized on 02/06/2014 at 12:48

Por: Arlindo Villaschi

6a00d834558ca469e20134852a2107970c-800wiA ideia de bem comum pode ser associada a uma deliberação conjunta voltada para a formação de uma sociedade à qual todos passam a prestar obediência mediante o respeito à vontade geral.

Para que esse respeito ocorra, recorre-se a instituições que devem também preservar os direitos naturais dos indivíduos. 

A inquietação que permeia boa parte dos movimentos de rua no Brasil indica que é considerável o descrédito pelo qual passam as principais instituições que devem estar voltadas para esse respeito à vontade geral e aos direitos naturais dos indivíduos. Uma razão possível para isso é o fato de que a vontade geral pode ser mascarada por pesquisas de opinião pública, e muitos indivíduos se sentem desprotegidos na preservação de seus direitos. Isso tanto com relação aos poderes que constituem o Estado –Executivo, Judiciário e Legislativo –quanto aqueles que têm outras formas de legitimação como os meios de comunicação de massa e as igrejas. O descrédito ganha corpo e objetividade quando são denunciadas as formas de atuação dos chamados poderes públicos –principalmente no que diz respeito a serviços básicos como saúde, educação, mobilidade urbana etc..

Mas igualmente significativo é o desconforto de muitos com a maneira como fatos e eventos são cobertos pelos veículos de comunicação social; com a crescente intolerância de muitas de-nominações religiosas; com a forma de atuação de sindicatos patronais e de trabalhadores, de partidos políticos, de associações profissionais etc..

O pouco espaço dado para o debate do diverso e do contraditório nesses poderes constituídos e reconhecidos resulta em frustrações que tanto podem levar à apatia da maioria quanto à ação violenta de minorias. Se apatia e ação violenta são faces da mesma moeda chamada frustração, é importante discutir-se como construir novas bases para o bem comum.

A busca dessas novas bases pode ser orientada para a superação do individualismo que inibe a individualidade; para o progresso econômico que valorize a natureza e o ser humano, em contra-posição ao crescimento voltado para poucos e destruidor do meio ambiente. Para o entendimento de que todos têm muito a ganhar quando é ampliado o acesso à cidadania política, econômica e social.

Esse entendimento é alcançável diante das facilidades que emergem das chamadas tecnologias da informação e das  comunicações. Mas para que isso aconteça, é preciso superar zonas de conforto e certezas que isolam pessoas e instituições e que resultam em crescentes custos sociais, políticos e econômicos

PUBLICADO EM A GAZETA 01 DE JUNHO DE 2014

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