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Aproximando Melhor e do Melhor de Brasília

In Política Pública on 06/02/2012 at 9:33

Por: Erika Leal

 


Em artigo recente escrito pelo Profº Ednilson neste Blog, ele tem nos chamado a atenção sobre algumas peculiaridades da dependência de nossa economia das decisões de Brasília. De fato, a história capixaba revela nosso grau dessa dependência, não apenas em se tratando dos períodos prósperos de desenvolvimento (como os ciclo dos Grandes Projetos), como também de nossa maior crise econômica da última metade do século passado, a erradicação dos cafezais, que foi determinada por Brasília.

Recentemente, a partir de 2003 com a instauração de um novo modelo de gestão pública no Espírito Santo, a aproximação e dependência de Brasília se revelaram muito evidentes em diversos documentos e ações da política pública capixaba. A dependência chegou a um nível tão crítico, que a própria grande mídia faz questão de sempre afirmar que o futuro econômico do Espírito Santo, agora em 2012 e nos próximos anos, depende de como conseguiremos articular em Brasília a distribuição dos royalties do petróleo e a solução para o impasse do ICMS/Fundap.

Essa situação criada por nós capixabas é resultado de nossa visão de desenvolvimento. É difícil sim conseguir vislumbrar outras oportunidades em Brasília, quando os números relativos às atividades petrolíferas e do ICMS/Fundap são tão expressivos.

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O dilema da representação partidária na era neoliberal

In Política on 06/02/2012 at 9:26

Por: Ueber José de Oliveira

Os partidos políticos, em um sistema democrático e pluripartidário, podem ser entendidos, genericamente, a partir de duas acepções básicas: em primeiro lugar, são criados para serem estruturas de interação entre cidadão e Estado e, em segundo, são organizações que estruturam a escolha pelo voto. Por isso, aliás, como sugere cientista político Leon Epstein (1982), partidos não são uma condição suficiente para a democracia, mas uma condição necessária.

Entretanto, pode-se constatar que vários fatores impedem que as agremiações partidárias desenvolvam as funções acima apontadas. Diante dessa constatação e considerando a abrangência do tema, a presente reflexão pretende analisar, por um lado, a crise gerada às democracias partidárias em decorrência da ascensão e hegemonia da ideologia neoliberal, cuja principal conseqüência, no campo político-partidário, foi a ruptura das identidades tradicionais pautadas em estruturas agregadoras e inclusivas, tais como os partidos; e por outro, aventar acerca da crise vivida por tal sistema democrático, ocorrida em decorrência do incremento das disputas eleitorais modernas estruturadas em elementos midiáticos ou, nas palavras de Schwrtzenberg, tendo como pano de fundo sociedades espetacularizadas ou até mesmo estados espetacularizados.

Segundo o historiador britânico Perry Anderson (1995), as origens do neoliberalismo, enquanto um fenômeno distinto doliberalismo clássico, remontam ao período do pós-II Guerra Mundial, tendo surgido como uma reação teórica e política ao Estado interventor e de bem-estar. Segundo Anderson, o texto que inaugurou essa corrente ideológica foi O Caminho da Servidão, de Frederick Hayek, produzido já em 1944. O texto é um frontal ataque aos mecanismos de limitação de mercado por parte do Estado, denunciados como uma ameaça letal à liberdade, não só econômica, mas também política.

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Visões do desenvolvimento II: para depender menos de Brasilia

In Política Pública on 06/02/2012 at 9:21

Por: Ednilson Silva Felipe

 

O Brasil tem consolidado, ao longo do tempo, uma forte democracia de massas e tem tido um extraordinário êxito em fundar e sustentar as instituições que lhe dão base para prosseguir nesse modelo.

Tais instituições e visão de desenvolvimento já estão em pleno funcionamento, mas estão, entretanto, fundadas em bases materiais distributivas muito precárias. Isso quer dizer que o próprio modelo institucional brasileiro favorece a concentração espacial do desenvolvimento. É por essa precariedade das bases institucionais distributivas que se explica a enorme disparidade e diferença de desenvolvimento entre estados e regiões brasileiras, e dentro desses, as grandes diferenças de desenvolvimento entre municípios, por exemplo.

Mas é preciso atentar para um movimento que embora não seja recente, foi pouco estudado até agora.

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