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Os números e os desafios da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) no Brasil e no Espírito Santo

In Ciência, Pós-Graduaçãp on 10/07/2012 at 14:19

Por: Ednilson Silva Felipe
A Pós-graduação (PG) stricto sensu no Brasil é fruto de políticas públicas inseridas num plano de crescimento econômico que se desenvolveu, ainda no regime militar, a partir dos anos 1970. A PG stricto sensu compreende os cursos de Mestrado (acadêmico e profissional) e Doutorado e é tida, historicamente, como formadora de recursos humanos de alto nível e é, sem sombras à dúvidas, uma das molas propulsoras do desenvolvimento brasileiro. Além disso é a PG stricto sensu a responsável pela manutenção e pelo avanço recente da produção científica nacional, aumentando a participação relativa do Brasil na geração sistematizada de conhecimentos: o Brasil pulou da 22ª posição em produção científica em 1998 para a 13ª em 2008.

O Grupo de Pesquisa em Inovação e Desenvolvimento Capixaba – GPIDECA, em suas análises, trabalhos, pesquisas e relatórios, parte da premissa de que o desenvolvimento econômico é uma conseqüência de um conjunto heterogêneo de causas, em que a inovação, o conhecimento, o aprendizado e a formação de competência são elementos centrais. Assume-se, então, uma relação direta entre PG e desenvolvimento, embora suas relações quantitativas tenham sido pouco estudadas até o presente momento.

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Ciência e Tecnologia no Espírito Santo: um olhar a partir da interação dos Grupos de Pesquisa com o setor produtivo

In Ciência, Inovação on 13/03/2012 at 13:15

Por: Ednilson Silva Felipe

As últimas décadas revelam o crescimento do interesse na compreensão dos relacionamentos entre empresas e os pesquisadores e/ou instituições de Ciência & Tecnologia. Esse renovado interesse deriva do princípio de que tais arranjos interativos/cooperativos passaram a ser entendidos como elementos essenciais para o avanço da ciência, por um lado, e da utilização dessas para a resolução de problemas e demandas da sociedade. Além disso, tais formas de cooperação permitem processos mútuos de aprendizado, de geração de conhecimento e implementação de inovações.

Vale dizer que pelo lado científico, a formação dos grupos de pesquisa é fundamental para a sistematização e transbordamento do conhecimento gerado nas universidades ou nos centros de pesquisas para além de seus muros. A pesquisa é a rotina desses grupos. Sistematizar, dar publicidade e debater novos conhecimentos é sua função principal. Mais do que isso, os grupos de pesquisa são os instrumentos mais eficientes para o encantamento do estudante recém chegado para com a ciência, o desenvolvimento e a visão sistêmica e holística da realidade.

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