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ESPECIALIZAÇÃO REGRESSIVA E ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O INTERCÂMBIO COMERCIAL ESPÍRITO SANTO X CHINA – I

In Comércio Exterior, Desenvolvimento Capixaba on 12/11/2013 at 15:22

Por: Ednilson Silva Felipe

ÍndiceA partir do seu ingresso na Organização Mundial do Comércio – OMC, em 2001, a China teve seu espaço de inserção ampliado, o que fortaleceu o seu fluxo comercial com maioria dos países e vem, ano após ano, aumentando também o seu intercâmbio com o Brasil. O debate em torno disso esteve centrado (1) nos desafios para os produtores brasileiros em relação a competição com os chineses e, mais recentemente, (2) em entender como a dinâmica chinesa pode significar oportunidades para a economia brasileira.

 De um lado, para alguns, os produtos chineses passaram a surgir como avalanche que colocava em xeque todos os setores industriais, principalmente aqueles intensivos em mão de obra, incapazes de competir com os baixos salários praticados na China. Para esses, a “competitividade chinesa” surge como uma ameaça à indústria brasileira. Por outro lado, uma vez que a China passa a aparecer como um dos grandes importadores mundiais, sua dinâmica fortalece o comércio exterior brasileiro e a continuidade do crescimento daquele país contribui, em grande medida, para expansão dos setores exportadores brasileiros.

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Economia capixaba e desafios do pós-Fundap: a problemática da logística

In Comércio Exterior, Desenvolvimento Capixaba on 08/05/2012 at 13:46

Por: Ednilson Silva Felipe

Os impactos do fim do Fundap sobre a economia capixaba devem se dar de várias maneiras e em muitas áreas: envolvem dinâmica econômica, finanças públicas, desafios de competitividade e, por outro lado, abre caminho para pensar em alternativas ao modelo de desenvolvimento instalado desde as décadas de 1960/70 no Espírito Santo e que foi pouco alterado até hoje.

A problemática do fim do Fundap já foi discutida nesse blog tanto por mim (AQUI) quanto pelo prof. Arlindo Villaschi (AQUI). Em ambos os textos, fica claro que alguns elementos importantes não tinham chegado a um debate que discutisse sistematicamente os impactos dessa alteração para a economia do Espírito Santo. Especificamente, neste texto, discutiremos a problemática do Fundap quanto à logística capixaba.

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Fundap e Economia Capixaba: qual a verdadeira encruzilhada?

In Desenvolvimento Capixaba on 17/04/2012 at 10:29

Por: Ednilson Silva Felipe

Os debates, os artigos e as teses sobre o Fundap afloraram ante a possibilidade de perda desse mecanismo criado, décadas atrás, para contribuir para a recuperação da economia capixaba. Mas, alguns pontos que precisavam ser discutidos, sobre os quais deveria haver profunda reflexão, não se fizeram presentes até o momento. Alguns já foram tratados nesse blog (AQUI).

Esse texto, embora não pretenda exaurir toda a discussão, trata um pouco de argumentos, elementos e visões que estiveram fora do debate, mas são cruciais para pensar sobre o futuro da economia capixaba.

 

1 – UMA RÁPIDA HISTÓRIA DO FUNDAP

A crise a que esteve submetida a economia capixaba, desencadeada ao final da década de 1950 e aprofundada nos anos seguintes, principalmente pela queda nos preços do café conjugada com a política de erradicação dos cafezais, levou à perda de 60 mil empregos e um deslocamento de cerca de 200 mil pessoas “fugindo” do caos. Desses, cerca 120 mil se direcionaram para a Grande Vitória e 80 mil deixaram o Espírito Santo. Era o indicativo de que a crise econômica era sem precedentes.

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Revisitando o tema Fundap

In Comércio Exterior on 06/02/2012 at 9:28

Por: Arlindo Villaschi

O Fundo de Desenvolvimento de Atividades Portuárias (Fundap) foi um mecanismo de incentivo financeiro muito criativo e que, quando concebido no final dos anos 1960, respondeu a algumas importantes questões da realidade capixaba de então. Em primeiro lugar, viabilizou a geração de fluxos de importações pelos portos capixabas, até então majoritariamente utilizados para exportações – principalmente aquelas em trânsito (minério de ferro, café e madeira). Em segundo lugar, o incentivo financeiro concedido a essas importações (financiamento subsidiado do imposto de circulação de mercadorias – ICM), tinha como contrapartida a exigência do beneficiado realizar direta ou indiretamente investimentos em projetos produtivos voltados para o desenvolvimento capixaba.

É sempre bom lembrar que à época em que o mecanismo foi concebido e começou a ser operacionalizada, o Espírito Santo vivia os efeitos de sua pior crise econômica e social, provocada pelo programa de erradicação de cafezais. Como o café havia sido o principal sustentáculo da economia capixaba durante a primeira metade do século XX, essa erradicação provocou uma perda de dinamismo econômico e um processo de deterioração social sem precedentes para a formação socioeconômica local.

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