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Posts Tagged ‘crescimento’

PARA ONDE VAI A ECONOMIA (E A INDÚSTRIA) BRASILEIRA?

In Indústria brasileira on 18/08/2014 at 9:16

Por: Ednilson Silva Felipe

industria-farmaceutica-20110323-095844À medida que novos números são divulgados por vários organismos oficiais, por empresas ou por institutos de pesquisas, percebe-se uma importante desaceleração da economia brasileira em 2014. Diante disso, uma pergunta vem se tornando relevante: estamos caminhando para uma recessão no Brasil? Estamos à beira de um crescimento negativo do PIB?

 

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POR UMA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO*

In Desenvolvimento Capixaba, Inovação, Política Pública on 26/04/2013 at 13:05

Por: Jorge Luiz dos Santos Junior

Terminal-de-VitoriaParece inequívoco na história econômica do Brasil que as estratégias de desenvolvimento estiveram diretamente orientadas por forças políticas territorializadas, capital industrial nacional e estrangeiro e por desejos particulares que ganhavam status de comoção ou compulsão nacional pelo desenvolvimento a qualquer custo. Destaque para os jargões: “Brasil, o celeiro do Mundo”, “50 anos em 5”, “crescer o bolo para o depois distribuir” entre outros.

O que observamos foi uma sucessão de estratégias deliberadas de desenvolvimento sem perspectiva temporal, na maioria das vezes acompanhadas por um ambiente externo favorável e pautadas em planos de desenvolvimento previamente elaborados, com foco no crescimento industrial para substituir importações. Porém, quando da presença de crises, o que se observava era um desvio de rota que se consubstanciava (e que ficou evidente nas décadas de 1980, 1990 e início dos 2000) em busca por estabilidade (política, financeira e econômica).

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Desenvolvimento capixaba: pontos para uma agenda*

In Desenvolvimento Capixaba, Inovação, Interiorização on 21/01/2013 at 17:40
images35Vale a pena fazer o exercício de como gastar os recursos atuais de maneira a gerarmos novas fontes de riqueza para o futuro

Graças a um legado da natureza, da exploração de gás e petróleo na costa capixaba é possível projetar (mesmo levando-se em conta o que deixará de ser recebido em função de alterações nas regras de distribuição de royalties entre estados/municípios produtores e não produtores de gás e petróleo) considerável fluxo de renda para os erários estadual e municipais nos próximos anos.

Com a disponibilidade desses recursos, o Espírito Santo coloca-se em situação privilegiada para mudanças estruturais em sua formação. Como eles são fruto de recursos não renováveis (ou seja, mais cedo ou mais tarde, o gás e o petróleo acabarão) vale a pena um exercício de como gastá-los de maneira a gerarmos novas fontes de riqueza para o futuro.

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ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA NO ESPÍRITO SANTO

In Demografia, Desenvolvimento Capixaba, Interiorização on 02/08/2012 at 14:20

Por: André da Silva Mendes, Arlindo Villaschi e Ednilson Silva Felipe

 No Espírito Santo, apesar das evidentes concentrações setoriais e regionais da renda, as altas taxas de crescimento econômico (puxadas, principalmente, pelo bom desempenho do segmento exportador de commodities) vêm sendo tratadas nos meios políticos e pela mídia local como indicativo de vigor da economia local. Pouco ou quase nada se discute o conteúdo dessa concentração e seus impactos na sustentabilidade desse crescimento.

Quanto às conseqüências, vale dizer que além de se concentrarem em poucos segmentos produtivos[1], as unidades produtoras desses segmentos concentram-se em um pequena faixa do localizada ao longo do litoral.  Essa concentração no espaço tem gerado crescentes externalidades negativas para a Região Metropolitana da Grande Vitória (poluição, circulação urbana, dentre outras) e passa a ser fator de crescimento desordenado de cidades menores, tais como Guarapari, Anchieta, Linhares e São Mateus.

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Poderemos continuar ricos, e sermos desenvolvidos…

In Desenvolvimento Capixaba, Política Pública on 28/06/2012 at 9:39

Por: Erika Leal

Mais uma vez em sua história, o Espírito Santo está diante de uma condição adversa: o fim do Fundap, assunto que teve uma repercussão midiática expressiva e que já foi bem abordado neste blog pelos Professores Arlindo e Ednilson (AQUI).

Felizmente, diferentemente das situações de crise vividas pela economia capixaba em outros tempos como, por exemplo, a erradicação dos cafezais da década de 1960, que resultou numa crise social de grandes proporções, com forte redução da renda e do emprego, como pode ser estudado em Rocha e Morandi (1991); hoje, como mostrado pelo Profº Arlindo Villaschi, (AQUI) em função da exploração de petróleo e gás no estado, pelo menos para os próximos anos, projeta-se uma farta receita para os cofres públicos. Estamos ricos!

No entanto, é preciso manter a vocação do Estado para o crescimento e continuar rico mesmo sem o Fundap e, para tanto, é legítima a articulação política e empresarial em Brasília, na busca de respostas para algumas questões como: O que e quanto o Espírito Santo receberá como compensação pelo fim do incentivo? Como garantir que as empresas que utilizam o incentivo continuarão no Espírito Santo? Como conciliar a meta do Governo Estadual de investir R$ 1 bilhão ao ano com a manutenção do equilíbrio fiscal, sem contar com as receitas fundapeanas?  Como garantir que os municípios, os grandes beneficiários das receitas do Fundap, cumpram a Lei de Responsabilidade Fiscal nesse cenário?

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Notas sobre a Gestão de Riscos no Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes)

In Crédito, Desenvolvimento Capixaba on 29/05/2012 at 12:15

Por: Érika Leal, Felipe Zanellato Coelho, Lucas Marchesi Grobério, Bruno Gomes Correa e Flavio Augusto Buge Zucateli

A relevância do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) na liderança da gestão dos incentivos financeiros e fiscais já foi discutida anteriormente pelos autores (AQUI).

Os incentivos fiscais foram criados no último quarto do século XX como parte da estratégia de desenvolvimento do Estado do Espírito Santo e sua importância já foi reconhecida em trabalhos de diversos pesquisadores capixabas, como Rocha e Morandi (1991), Macedo (2002) e mais recentemente em Paixão e Salles (2011).

O Bandes foi criado em 1967, inicialmente com o nome de Companhia de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo (Codes), com a missão de atuar como principal instrumento de revitalização da economia capixaba. Em junho de 1969, a Codes foi transformada em Bandes, passando a ter atribuições e responsabilidades delineadas pelo Banco Central do Brasil. Após 40 anos, o banco continua exercendo sua função de forma bastante vigorosa, tendo ampliado seu leque de atuação na década atual.

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Os impactos da concentração produtiva no Espírito Santo

In Desenvolvimento Capixaba, Interiorização, Urbanização on 19/03/2012 at 11:34

Por: André da Silva Mendes (bolsista de iniciação científica do GPIDECA)

A crise econômica verificada no Espírito Santo entre os anos de 1950 e 1960 põe em evidência o aniquilamento do modelo econômico então vigente na economia capixaba, que por quase um século esteve baseada na atividade cafeeira. Esse aniquilamento não é só produto de reveses nos preços do café, mas é, sobretudo, uma consequência tardia de uma mudança compulsória a que esteve sujeita a economia do Espírito Santo ante ao processo de industrialização brasileiro em andamento.
Entre as décadas de 1940 e 1960 o Espírito Santo teve seu plantio de café expandido em 74% ; o favorecimento disso se deu por conta das altas nos preços até 1954. Os reveses se inciaram em 1955, quando o setor cafeeiro passou a experimentar amargos rendimentos que logo se propagaram nos seus indicadores econômicos. Em 1950, o café diretamente gerava 32,4% da renda interna no Espírito Santo; em 1960 sua participação caiu para 22,6%. Quando se considera sua participação na indústria de transformação , que em 1949 era de 60,9%; em 1959 diminui para 16,6%. (ROCHA & MORANDI, 1991, p. 48)

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Aproximando Melhor e do Melhor de Brasília

In Política Pública on 06/02/2012 at 9:33

Por: Erika Leal

 


Em artigo recente escrito pelo Profº Ednilson neste Blog, ele tem nos chamado a atenção sobre algumas peculiaridades da dependência de nossa economia das decisões de Brasília. De fato, a história capixaba revela nosso grau dessa dependência, não apenas em se tratando dos períodos prósperos de desenvolvimento (como os ciclo dos Grandes Projetos), como também de nossa maior crise econômica da última metade do século passado, a erradicação dos cafezais, que foi determinada por Brasília.

Recentemente, a partir de 2003 com a instauração de um novo modelo de gestão pública no Espírito Santo, a aproximação e dependência de Brasília se revelaram muito evidentes em diversos documentos e ações da política pública capixaba. A dependência chegou a um nível tão crítico, que a própria grande mídia faz questão de sempre afirmar que o futuro econômico do Espírito Santo, agora em 2012 e nos próximos anos, depende de como conseguiremos articular em Brasília a distribuição dos royalties do petróleo e a solução para o impasse do ICMS/Fundap.

Essa situação criada por nós capixabas é resultado de nossa visão de desenvolvimento. É difícil sim conseguir vislumbrar outras oportunidades em Brasília, quando os números relativos às atividades petrolíferas e do ICMS/Fundap são tão expressivos.

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Lições da crise econômica para o Espírito Santo

In Desenvolvimento Capixaba on 06/02/2012 at 9:17

Por: Erika Leal

 

Os registros históricos sobre a economia capixaba têm nos mostrado que os grandes ciclos de desenvolvimento do estado foram determinados, em grande parte, em momentos de profunda crise econômica e social. Esse foi o caso, por exemplo, do longo período de vazio econômico que o estado apresentava quando foi gestada a grande monocultura cafeeira, inicialmente no sul do estado no século XIX. Em meados do século XX, já dizia o Governador Jones dos Santos Neves, os galhos dos cafezais capixabas já se apresentavam frágeis demais para sustentar a economia do Espírito Santo. A grande crise que daí se sucedeu levou o estado, no último quarto do século passado a implantar o modelo de desenvolvimento alicerçado nosGrandes Projetos e que em grande medida vigora até os dias atuais.
Recentemente esse nosso modelo de desenvolvimento também tem sido colocado à prova e mais especificamente com a crise de 2008 demonstrou ser frágil demais para sustentar nossas taxas exuberantes de crescimento. A fragilidade pode ser constatada a partir dos dados oficiais divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves em parceria com o IBGE referentes ao desempenho da economia capixaba na fase aguda da crise internaiconal, ou seja, o período 2008/2009.

A taxa de crescimento do PIB capixaba no ano de 2009 rompeu a exuberante trajetória de crescimento em relação à economia brasileira, com crescimento significativo desde 2000. Embora o estado tenha conseguido manter a posição de 11º no ranking do PIB no Brasil, foi a unidade da federação que apresentou a pior taxa de crescimento no período, ficou em 27º lugar. Nosso PIB apresentou uma redução de -6,73% entre 2008 e 2009 e, consequentemente, a participação da economia do Espírito Santo na economia brasileira reduziu de 2,30% para 2,06% no período.

A crise econômica que se estende desde 2008 evidenciou o quanto somos dependentes da produção e exportação decommodities para sustentar nosso crescimento. Essas, por sua vez, dependem fortemente de condições externas favoráveis. As reduções na atividade Extrativa Mineral queapresentaram a maior queda em termos reais, reduzindo o volume de produção em -34,06% foram um dos principais itens que explicaram a redução no PIB. A participação dessa atividade na geração de riqueza passou de 16,14% em 2008 para 8,90% em 2009.

Mas os números divulgados pelo Instituto Jones e pelo IBGE também demonstraram que mesmo em tempo de crise, o estado conseguiu manter crescimento na sua renda per capita e no volume de emprego. No que tange à renda per capita, o Espírito Santo conseguiu ampliar sua renda média domiciliar entre 2008 e 2009 em 3,9%; taxa superior à observada no Brasil e no sudeste. Já no que se refere ao emprego, a População Economicamente Ativa Ocupada (PEA Ocupada) ampliou em 19.047 de 2008 para 2009.

Outra lição que podemos depreender da crise de 2008 é que há elementos na economia capixaba que merecem destaque em nossos estudos, tais como a análise dos possíveis impactos nos investimentos do setor público, na dinâmica dos Arranjos Produtivos Locais e na dinâmica do setor de Comércio e Serviços na preservação da renda e no emprego em tempo de crise. Esses elementos são fundamentais para compreendermos o comportamento da economia capixaba numa adversidade dessa natureza, pois uma redução drástica no PIB felizmente não foi acompanhada de uma redução no nível de emprego e renda no mesmo período.

O contexto que vivemos nessa crise demonstrou também que é importante diversificar nossa base econômica e que pelo menos há necessidade de ajustes no modelo de desenvolvimento que devemos perseguir neste século. Um modelo de desenvolvimento sustentado por uma economia com coeficiente de abertura como o verificado na economia capixaba precisa de elementos robustos que permita ao estado competir internacionalmente. Isso implica a inserção capixaba na dinâmica da economia do conhecimento, a ampliação de investimentos em nossas diversas modalidades logísticas e a busca contínua por investimentos na formação e qualificação do capital humano. Esses elementos poderão contribuir para que possamos afirmar que no Espírito Santo não apenas crescer é com a gente, mas sobretudo, desenvolver é com a gente.