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PARA ONDE VAI A ECONOMIA (E A INDÚSTRIA) BRASILEIRA?

In Indústria brasileira on 18/08/2014 at 9:16

Por: Ednilson Silva Felipe

industria-farmaceutica-20110323-095844À medida que novos números são divulgados por vários organismos oficiais, por empresas ou por institutos de pesquisas, percebe-se uma importante desaceleração da economia brasileira em 2014. Diante disso, uma pergunta vem se tornando relevante: estamos caminhando para uma recessão no Brasil? Estamos à beira de um crescimento negativo do PIB?

 

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Lições da crise econômica para o Espírito Santo

In Desenvolvimento Capixaba on 06/02/2012 at 9:17

Por: Erika Leal

 

Os registros históricos sobre a economia capixaba têm nos mostrado que os grandes ciclos de desenvolvimento do estado foram determinados, em grande parte, em momentos de profunda crise econômica e social. Esse foi o caso, por exemplo, do longo período de vazio econômico que o estado apresentava quando foi gestada a grande monocultura cafeeira, inicialmente no sul do estado no século XIX. Em meados do século XX, já dizia o Governador Jones dos Santos Neves, os galhos dos cafezais capixabas já se apresentavam frágeis demais para sustentar a economia do Espírito Santo. A grande crise que daí se sucedeu levou o estado, no último quarto do século passado a implantar o modelo de desenvolvimento alicerçado nosGrandes Projetos e que em grande medida vigora até os dias atuais.
Recentemente esse nosso modelo de desenvolvimento também tem sido colocado à prova e mais especificamente com a crise de 2008 demonstrou ser frágil demais para sustentar nossas taxas exuberantes de crescimento. A fragilidade pode ser constatada a partir dos dados oficiais divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves em parceria com o IBGE referentes ao desempenho da economia capixaba na fase aguda da crise internaiconal, ou seja, o período 2008/2009.

A taxa de crescimento do PIB capixaba no ano de 2009 rompeu a exuberante trajetória de crescimento em relação à economia brasileira, com crescimento significativo desde 2000. Embora o estado tenha conseguido manter a posição de 11º no ranking do PIB no Brasil, foi a unidade da federação que apresentou a pior taxa de crescimento no período, ficou em 27º lugar. Nosso PIB apresentou uma redução de -6,73% entre 2008 e 2009 e, consequentemente, a participação da economia do Espírito Santo na economia brasileira reduziu de 2,30% para 2,06% no período.

A crise econômica que se estende desde 2008 evidenciou o quanto somos dependentes da produção e exportação decommodities para sustentar nosso crescimento. Essas, por sua vez, dependem fortemente de condições externas favoráveis. As reduções na atividade Extrativa Mineral queapresentaram a maior queda em termos reais, reduzindo o volume de produção em -34,06% foram um dos principais itens que explicaram a redução no PIB. A participação dessa atividade na geração de riqueza passou de 16,14% em 2008 para 8,90% em 2009.

Mas os números divulgados pelo Instituto Jones e pelo IBGE também demonstraram que mesmo em tempo de crise, o estado conseguiu manter crescimento na sua renda per capita e no volume de emprego. No que tange à renda per capita, o Espírito Santo conseguiu ampliar sua renda média domiciliar entre 2008 e 2009 em 3,9%; taxa superior à observada no Brasil e no sudeste. Já no que se refere ao emprego, a População Economicamente Ativa Ocupada (PEA Ocupada) ampliou em 19.047 de 2008 para 2009.

Outra lição que podemos depreender da crise de 2008 é que há elementos na economia capixaba que merecem destaque em nossos estudos, tais como a análise dos possíveis impactos nos investimentos do setor público, na dinâmica dos Arranjos Produtivos Locais e na dinâmica do setor de Comércio e Serviços na preservação da renda e no emprego em tempo de crise. Esses elementos são fundamentais para compreendermos o comportamento da economia capixaba numa adversidade dessa natureza, pois uma redução drástica no PIB felizmente não foi acompanhada de uma redução no nível de emprego e renda no mesmo período.

O contexto que vivemos nessa crise demonstrou também que é importante diversificar nossa base econômica e que pelo menos há necessidade de ajustes no modelo de desenvolvimento que devemos perseguir neste século. Um modelo de desenvolvimento sustentado por uma economia com coeficiente de abertura como o verificado na economia capixaba precisa de elementos robustos que permita ao estado competir internacionalmente. Isso implica a inserção capixaba na dinâmica da economia do conhecimento, a ampliação de investimentos em nossas diversas modalidades logísticas e a busca contínua por investimentos na formação e qualificação do capital humano. Esses elementos poderão contribuir para que possamos afirmar que no Espírito Santo não apenas crescer é com a gente, mas sobretudo, desenvolver é com a gente.