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Posts Tagged ‘desenvolvimento’

O bem comum

In Ciência Política, Desenvolvimento Sustentável, Uncategorized on 02/06/2014 at 12:48

Por: Arlindo Villaschi

6a00d834558ca469e20134852a2107970c-800wiA ideia de bem comum pode ser associada a uma deliberação conjunta voltada para a formação de uma sociedade à qual todos passam a prestar obediência mediante o respeito à vontade geral.

Para que esse respeito ocorra, recorre-se a instituições que devem também preservar os direitos naturais dos indivíduos.  Leia o resto deste post »

POR UMA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO*

In Desenvolvimento Capixaba, Inovação, Política Pública on 26/04/2013 at 13:05

Por: Jorge Luiz dos Santos Junior

Terminal-de-VitoriaParece inequívoco na história econômica do Brasil que as estratégias de desenvolvimento estiveram diretamente orientadas por forças políticas territorializadas, capital industrial nacional e estrangeiro e por desejos particulares que ganhavam status de comoção ou compulsão nacional pelo desenvolvimento a qualquer custo. Destaque para os jargões: “Brasil, o celeiro do Mundo”, “50 anos em 5”, “crescer o bolo para o depois distribuir” entre outros.

O que observamos foi uma sucessão de estratégias deliberadas de desenvolvimento sem perspectiva temporal, na maioria das vezes acompanhadas por um ambiente externo favorável e pautadas em planos de desenvolvimento previamente elaborados, com foco no crescimento industrial para substituir importações. Porém, quando da presença de crises, o que se observava era um desvio de rota que se consubstanciava (e que ficou evidente nas décadas de 1980, 1990 e início dos 2000) em busca por estabilidade (política, financeira e econômica).

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O NOVO REGIME AUTOMOTIVO E O ESPÍRITO SANTO

In Desenvolvimento Capixaba, Inovação, Uncategorized on 14/04/2013 at 11:52

Por: Profª Érika Leal, Caio Libalde Medici, Emanuel Modenesi Rangel, Marcos Aurelio Lannes Junior e Rodrigo de Rezende Teixeira*

1349389962631No curso de Engenharia de Produção do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes/Campus Cariacica), onde ministro disciplinas relacionadas à engenharia econômica, além das aplicações diretas das disciplinas nas organizações privadas, tenho uma preocupação de trabalhar com os alunos diversos assuntos relacionados à gestão pública, em função da crescente participação dos engenheiros de produção nas organizações públicas.

Assim, recorrentemente fazemos exercícios como o explicitado nesta resenha (que é uma versão resumida de um trabalho elaborado pelos autores), onde buscamos avaliar um conjunto de medidas adotadas pelo governo para fortalecer um segmento econômico, neste caso, o automotivo, e discutimos as implicações das medidas para regiões como o Espírito Santo.

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Algumas reflexões sobre a noção de desenvolvimento (*)

In Desenvolvimento Capixaba on 14/03/2013 at 9:14

Por:  Jorge Luiz dos Santos Junior (1)

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Ainda por volta da primeira metade do século XX a questão do desenvolvimento das nações esteve associada exclusivamente à ideia de crescimento do produto econômico. Notoriamente, essa relação apresenta certo grau de relevância, sobretudo ao assumirmos uma perspectiva Keynesiana, na medida em que parece haver uma relação próxima entre crescimento econômico e melhoria das condições de vida das nações, derivada do aumento do emprego e da renda.

A partir dessa perceptiva, e rompendo com a hegemonia teórica do mainstreamdo pensamento econômico e sua “Teoria das Vantagens Comparativas”, vários estudiosos, olhando para os países mais atrasados considerando uma “escala de desenvolvimento”, passaram a diagnosticar a necessidade de transformação de suas estruturas produtivas a fim de promover o crescimento.

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Políticas Públicas de Inovação e Falhas de Mercado

In Inovação, Política Pública on 07/03/2013 at 23:45

Por: Erika Leal, Felipe Thomes, Luiz Gabriel Herzog

innovationma das características marcantes da formulação das políticas públicas voltadas para inovação nos governos nacionais, regionais ou locais é a utilização crescente da abordagem dos Sistemas Nacionais de Inovação (SNI). Os SNI´s geralmente são concebidos na literatura como

um arranjo institucional envolvendo múltiplos participantes: 1 – firmas e suas redes de cooperação e interação; 2 – universidades e institutos de pesquisa; 3 – instituições de ensino; 4 – sistema financeiro; 5 – sistemas legais; 6 – mecanismos mercantis e não-mercantis de seleção; 7 – governos; 8 – mecanismos e instituições de coordenação. Esses componentes interagem entre si, articulam-se e possuem diversos mecanismos que iniciam processos de “ciclos virtuosos”. (ALBUQUERQUE, 2004)

 Os anos recentes continuaram sendo marcados pela busca de melhores indicadores e metodologias para estudar os sistemas de inovação. Ainda assim, nota-se que até os dias atuais permanecem as dificuldades relacionadas à confiança nos indicadores de performance desses sistemas, como o número de patentes.

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Desenvolvimento capixaba: pontos para uma agenda*

In Desenvolvimento Capixaba, Inovação, Interiorização on 21/01/2013 at 17:40
images35Vale a pena fazer o exercício de como gastar os recursos atuais de maneira a gerarmos novas fontes de riqueza para o futuro

Graças a um legado da natureza, da exploração de gás e petróleo na costa capixaba é possível projetar (mesmo levando-se em conta o que deixará de ser recebido em função de alterações nas regras de distribuição de royalties entre estados/municípios produtores e não produtores de gás e petróleo) considerável fluxo de renda para os erários estadual e municipais nos próximos anos.

Com a disponibilidade desses recursos, o Espírito Santo coloca-se em situação privilegiada para mudanças estruturais em sua formação. Como eles são fruto de recursos não renováveis (ou seja, mais cedo ou mais tarde, o gás e o petróleo acabarão) vale a pena um exercício de como gastá-los de maneira a gerarmos novas fontes de riqueza para o futuro.

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A Contribuição do Bandes para a Economia Capixaba

In Desenvolvimento Capixaba, Uncategorized on 28/10/2012 at 23:57

Por: Aline Liquer Corrêa e  Mayara Lyra Bertolani – Graduandas em Economia pela UFES

Até a primeira metade do século XX, a economia capixaba apresentava-se estagnada, tendo seus índices de crescimento menor do que a média nacional. A partir dos anos 70, na direção da política econômica nacional, o Estado tomou um rumo distinto daquele existente até então. Nesse contexto, teve inicio a formulação do que veio a ser os “Grandes Projetos Industriais”, dando forma concreta à modernização econômica do Espírito Santo.

Desestrutura-se, portanto, um modelo primário exportador em função de um novo padrão de acumulação – o urbano-industrial. Com uma infraestrutura bem montada (transportes, comunicação, energia e portos), o Espírito Santo passou a viabilizar sua maior integração ao capitalismo nacional e internacional. Este fato marcou as grandes mudanças na economia com ampla diversificação em sua base produtiva, que de predomínio agroexportadora, passou a ser identificada a partir de um modelo econômico centrado em commodities industriais de produção em larga escala.

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ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA NO ESPÍRITO SANTO

In Demografia, Desenvolvimento Capixaba, Interiorização on 02/08/2012 at 14:20

Por: André da Silva Mendes, Arlindo Villaschi e Ednilson Silva Felipe

 No Espírito Santo, apesar das evidentes concentrações setoriais e regionais da renda, as altas taxas de crescimento econômico (puxadas, principalmente, pelo bom desempenho do segmento exportador de commodities) vêm sendo tratadas nos meios políticos e pela mídia local como indicativo de vigor da economia local. Pouco ou quase nada se discute o conteúdo dessa concentração e seus impactos na sustentabilidade desse crescimento.

Quanto às conseqüências, vale dizer que além de se concentrarem em poucos segmentos produtivos[1], as unidades produtoras desses segmentos concentram-se em um pequena faixa do localizada ao longo do litoral.  Essa concentração no espaço tem gerado crescentes externalidades negativas para a Região Metropolitana da Grande Vitória (poluição, circulação urbana, dentre outras) e passa a ser fator de crescimento desordenado de cidades menores, tais como Guarapari, Anchieta, Linhares e São Mateus.

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Poderemos continuar ricos, e sermos desenvolvidos…

In Desenvolvimento Capixaba, Política Pública on 28/06/2012 at 9:39

Por: Erika Leal

Mais uma vez em sua história, o Espírito Santo está diante de uma condição adversa: o fim do Fundap, assunto que teve uma repercussão midiática expressiva e que já foi bem abordado neste blog pelos Professores Arlindo e Ednilson (AQUI).

Felizmente, diferentemente das situações de crise vividas pela economia capixaba em outros tempos como, por exemplo, a erradicação dos cafezais da década de 1960, que resultou numa crise social de grandes proporções, com forte redução da renda e do emprego, como pode ser estudado em Rocha e Morandi (1991); hoje, como mostrado pelo Profº Arlindo Villaschi, (AQUI) em função da exploração de petróleo e gás no estado, pelo menos para os próximos anos, projeta-se uma farta receita para os cofres públicos. Estamos ricos!

No entanto, é preciso manter a vocação do Estado para o crescimento e continuar rico mesmo sem o Fundap e, para tanto, é legítima a articulação política e empresarial em Brasília, na busca de respostas para algumas questões como: O que e quanto o Espírito Santo receberá como compensação pelo fim do incentivo? Como garantir que as empresas que utilizam o incentivo continuarão no Espírito Santo? Como conciliar a meta do Governo Estadual de investir R$ 1 bilhão ao ano com a manutenção do equilíbrio fiscal, sem contar com as receitas fundapeanas?  Como garantir que os municípios, os grandes beneficiários das receitas do Fundap, cumpram a Lei de Responsabilidade Fiscal nesse cenário?

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Estamos ricos!!!

In Desenvolvimento Capixaba, Desenvolvimento Sustentável, Finanças Públicas on 13/06/2012 at 11:22

Por: Arlindo Villaschi

Durante algum tempo, o Espírito Santo se viu como o ‘patinho feio’ da Região Sudeste e/ou como o rejeitado pelos irmãos da Região Nordeste.  Isso mudou nos últimos cinquenta anos: de ‘Nordeste sem Sudene’ no final dos anos 1960, passamos a ‘Sudeste com incentivos’ já no final do século passado.  Entretanto, apesar do bom desempenho da economia como um todo, por razões estruturais, as finança públicas estaduais ainda assim mantinham-se defasadas em termos de receitas. Com a exploração de gás e de petróleo na costa capixaba e o correspondente recebimento de royalties e participações especiais também essa situação de escassez de recursos nos cofres públicos do estado e dos municípios mudou.  Estamos ricos!!!!!

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