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Posts Tagged ‘eleições’

O processo sucessório em Vitória-ES: a história como tragédia e a sua repetição como farsa

In Política on 15/05/2012 at 21:39

Por: Ueber José de Oliveira

A partir de meados deste ano, como é de praxe, se acentuaram as movimentações em torno do processo eleitoral que ocorrerá no segundo semestre de 2012. E chama atenção as pressões por parte do atual Prefeito da Capital, João Coser (PT), e de seu grupo político para que a candidata do seu próprio partido, a ex-ministra Iriny Lopes, desista da disputa em prol da chamada geopolítica do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que resolveu lançar seu nome especialmente após pesquisas demonstrarem que, desde o término de seu mandato de governador, vem perdendo popularidade, o que foi associado ao fato de não ocupar nenhum cargo eletivo.

Pensando sobre o assunto, me veio imediatamente na memória um passado não muito distante, os idos de 1992. Neste ano, o então Prefeito de Vitória, Vitor Buaiz (PT), ao ser preterido da sua preferência de indicar o então Vice-Prefeito Rogério Medeiros (que foi derrotado nas prévias para João Coser), acabou apoiando, mesmo que timidamente, o então candidato tucano, Paulo Hartung, que também era aliado de Vitor na Prefeitura desde o pleito de 1988.

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Meio Ambiente na Agenda Política Local

In Desenvolvimento Sustentável on 05/03/2012 at 13:13

Por: Erika Leal

Este ano teremos eleições municipais. Em nosso estado, não diferentemente de outras regiões do país já contamos com diversas pesquisas sobre quais temas deverão nortear os discursos dos candidatos a prefeito. Os temas tradicionais são saúde, educação, habitação, emprego, segurança, trânsito, obras de infra-estrutura, lazer, entre outros.

Nos últimos anos, assim como no campo científico há diversos pesquisadores voltados para o desenvolvimento de estudos que contemplam a questão relacionada ao meio ambiente; no campo político, numa velocidade ainda muito menor, os discursos começam pouco a pouco a inserir este tema na agenda.

Assim, consideramos o momento oportuno para falar da relevância da questão ambiental, sobretudo nos centros urbanos, e porque é tão difícil para os governantes dispensarem o tratamento realmente necessário a esta questão.

Na segunda metade do século XX, os governantes em âmbito global, fizeram uma série de Conferências Internacionais voltadas para a discussão e a proposição de ações voltadas à redução ou mitigação de problemas relacionados ao meio ambiente.

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O dilema da representação partidária na era neoliberal

In Política on 06/02/2012 at 9:26

Por: Ueber José de Oliveira

Os partidos políticos, em um sistema democrático e pluripartidário, podem ser entendidos, genericamente, a partir de duas acepções básicas: em primeiro lugar, são criados para serem estruturas de interação entre cidadão e Estado e, em segundo, são organizações que estruturam a escolha pelo voto. Por isso, aliás, como sugere cientista político Leon Epstein (1982), partidos não são uma condição suficiente para a democracia, mas uma condição necessária.

Entretanto, pode-se constatar que vários fatores impedem que as agremiações partidárias desenvolvam as funções acima apontadas. Diante dessa constatação e considerando a abrangência do tema, a presente reflexão pretende analisar, por um lado, a crise gerada às democracias partidárias em decorrência da ascensão e hegemonia da ideologia neoliberal, cuja principal conseqüência, no campo político-partidário, foi a ruptura das identidades tradicionais pautadas em estruturas agregadoras e inclusivas, tais como os partidos; e por outro, aventar acerca da crise vivida por tal sistema democrático, ocorrida em decorrência do incremento das disputas eleitorais modernas estruturadas em elementos midiáticos ou, nas palavras de Schwrtzenberg, tendo como pano de fundo sociedades espetacularizadas ou até mesmo estados espetacularizados.

Segundo o historiador britânico Perry Anderson (1995), as origens do neoliberalismo, enquanto um fenômeno distinto doliberalismo clássico, remontam ao período do pós-II Guerra Mundial, tendo surgido como uma reação teórica e política ao Estado interventor e de bem-estar. Segundo Anderson, o texto que inaugurou essa corrente ideológica foi O Caminho da Servidão, de Frederick Hayek, produzido já em 1944. O texto é um frontal ataque aos mecanismos de limitação de mercado por parte do Estado, denunciados como uma ameaça letal à liberdade, não só econômica, mas também política.

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