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PARA ONDE VAI A ECONOMIA (E A INDÚSTRIA) BRASILEIRA?

In Indústria brasileira on 18/08/2014 at 9:16

Por: Ednilson Silva Felipe

industria-farmaceutica-20110323-095844À medida que novos números são divulgados por vários organismos oficiais, por empresas ou por institutos de pesquisas, percebe-se uma importante desaceleração da economia brasileira em 2014. Diante disso, uma pergunta vem se tornando relevante: estamos caminhando para uma recessão no Brasil? Estamos à beira de um crescimento negativo do PIB?

 

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O NOVO REGIME AUTOMOTIVO E O ESPÍRITO SANTO

In Desenvolvimento Capixaba, Inovação, Uncategorized on 14/04/2013 at 11:52

Por: Profª Érika Leal, Caio Libalde Medici, Emanuel Modenesi Rangel, Marcos Aurelio Lannes Junior e Rodrigo de Rezende Teixeira*

1349389962631No curso de Engenharia de Produção do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes/Campus Cariacica), onde ministro disciplinas relacionadas à engenharia econômica, além das aplicações diretas das disciplinas nas organizações privadas, tenho uma preocupação de trabalhar com os alunos diversos assuntos relacionados à gestão pública, em função da crescente participação dos engenheiros de produção nas organizações públicas.

Assim, recorrentemente fazemos exercícios como o explicitado nesta resenha (que é uma versão resumida de um trabalho elaborado pelos autores), onde buscamos avaliar um conjunto de medidas adotadas pelo governo para fortalecer um segmento econômico, neste caso, o automotivo, e discutimos as implicações das medidas para regiões como o Espírito Santo.

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Políticas Públicas de Inovação e Falhas de Mercado

In Inovação, Política Pública on 07/03/2013 at 23:45

Por: Erika Leal, Felipe Thomes, Luiz Gabriel Herzog

innovationma das características marcantes da formulação das políticas públicas voltadas para inovação nos governos nacionais, regionais ou locais é a utilização crescente da abordagem dos Sistemas Nacionais de Inovação (SNI). Os SNI´s geralmente são concebidos na literatura como

um arranjo institucional envolvendo múltiplos participantes: 1 – firmas e suas redes de cooperação e interação; 2 – universidades e institutos de pesquisa; 3 – instituições de ensino; 4 – sistema financeiro; 5 – sistemas legais; 6 – mecanismos mercantis e não-mercantis de seleção; 7 – governos; 8 – mecanismos e instituições de coordenação. Esses componentes interagem entre si, articulam-se e possuem diversos mecanismos que iniciam processos de “ciclos virtuosos”. (ALBUQUERQUE, 2004)

 Os anos recentes continuaram sendo marcados pela busca de melhores indicadores e metodologias para estudar os sistemas de inovação. Ainda assim, nota-se que até os dias atuais permanecem as dificuldades relacionadas à confiança nos indicadores de performance desses sistemas, como o número de patentes.

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Desenvolvimento capixaba: pontos para uma agenda*

In Desenvolvimento Capixaba, Inovação, Interiorização on 21/01/2013 at 17:40
images35Vale a pena fazer o exercício de como gastar os recursos atuais de maneira a gerarmos novas fontes de riqueza para o futuro

Graças a um legado da natureza, da exploração de gás e petróleo na costa capixaba é possível projetar (mesmo levando-se em conta o que deixará de ser recebido em função de alterações nas regras de distribuição de royalties entre estados/municípios produtores e não produtores de gás e petróleo) considerável fluxo de renda para os erários estadual e municipais nos próximos anos.

Com a disponibilidade desses recursos, o Espírito Santo coloca-se em situação privilegiada para mudanças estruturais em sua formação. Como eles são fruto de recursos não renováveis (ou seja, mais cedo ou mais tarde, o gás e o petróleo acabarão) vale a pena um exercício de como gastá-los de maneira a gerarmos novas fontes de riqueza para o futuro.

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Relações entre Inovação e Desempenho Econômico

In Inovação on 01/05/2012 at 17:25

Por: Érika Leal e Bianca Rizzi*

 A teoria neoshumpeteriana atribui às inovações o papel central para a competitividade das empresas e afirma que: i) o mercado seleciona as empresas mais inovadoras; ii) empresas mais inovadoras geralmente possuem desempenho econômico superior às empresas não inovadoras.

Assim, diversos estudos tanto no âmbito acadêmico quanto governamental são desenvolvidos com o intuito de verificar a validade de tais hipóteses; de mensurar o grau de inovação de regiões, setores e grupos de empresas; de verificar quão relevantes são determinados investimentos aplicados em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) pelas empresas para ampliar seu faturamento, ampliar o valor de mercado das mesmas e consequentemente torná-las mais competitivas.

Em 2008, a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (SECT) investiu mais de R$ 2 milhões (a título não-reembolsável) para o desenvolvimento de inovações em um grupo de 10 empresas no Espírito Santo (Programa PAPPE SUBVENÇÃO).  Assim, em meados do ano passado, surgiu o interesse em analisar os impactos dos investimentos em P&D oriundos do PAPPE para a competitividade das empresas beneficiárias, tendo o referencial teórico neoshumpeteriano como base.

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Complexidade e incerteza: a visão da inovação como um ativo intangível

In Financiamento, Inovação on 03/04/2012 at 8:40

Por: Ednilson Silva Felipe

 

Muito se tem falado e produzido, na ótica econômica, sobre inovações e sua importância para o desenvolvimento de regiões, países e empresas. Tem se denunciado, também, para o caso brasileiro – e capixaba especialmente – a baixa dinâmica inovativa nas empresas. Os últimos dados disponíveis da PINTEC – Pesquisa de Inovação Tecnológica – do IBGE revelam os números: apenas 38% das empresas fizeram alguma inovação de produto ou processo no Brasil entre 2006 e 2008 (AQUI). Para o Espírito Santo, a taxa é ainda menor, conforme já discutido nesse blog (AQUI).

O que procuramos nesse texto é fazer uma discussão mais aprimorada e elaborada da explicação das dificuldades enfrentadas ao se implementar inovações.

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O sistema capixaba de inovação e sua dinâmica de geração de inovações: elementos para discussão

In Ciência, Inovação on 27/03/2012 at 9:39

Por: Mariana de Souza Silva (Bolsista de Iniciação Científica GPIDECA/UFES)

O sistema de inovação, seja nacional, regional ou local, pode ser visto como uma rede de instituições, públicas e/ou privadas, cujas interações geram, fomentam e difundem inovações (tecnológicas ou não), sendo a inovação e o aprendizado os principais fatores definidores do desenvolvimento e da dinâmica econômica (CASSIOLATO E LASTRES, 2000). Desta maneira, pode-se dizer do Sistema de Inovação como sendo um conjunto de instituições que, em conjunto, e de maneira individual, contribuem para o desenvolvimento e difusão de inovações envolvendo principalmente as empresas, instituições de ensino, pesquisa e financiamento e governo.

Este conceito pode ser entendido ainda como expressando o complexo de arranjos institucionais em seus diversos níveis e seus mecanismos de interação, inclusive além das fronteiras geográficas do país, que, direta ou indiretamente, interferem na trajetória e desenvolvimento da capacitação inovativa de determinada nação, impulsionando-a ou retardando-a.

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Ciência e Tecnologia no Espírito Santo: um olhar a partir da interação dos Grupos de Pesquisa com o setor produtivo

In Ciência, Inovação on 13/03/2012 at 13:15

Por: Ednilson Silva Felipe

As últimas décadas revelam o crescimento do interesse na compreensão dos relacionamentos entre empresas e os pesquisadores e/ou instituições de Ciência & Tecnologia. Esse renovado interesse deriva do princípio de que tais arranjos interativos/cooperativos passaram a ser entendidos como elementos essenciais para o avanço da ciência, por um lado, e da utilização dessas para a resolução de problemas e demandas da sociedade. Além disso, tais formas de cooperação permitem processos mútuos de aprendizado, de geração de conhecimento e implementação de inovações.

Vale dizer que pelo lado científico, a formação dos grupos de pesquisa é fundamental para a sistematização e transbordamento do conhecimento gerado nas universidades ou nos centros de pesquisas para além de seus muros. A pesquisa é a rotina desses grupos. Sistematizar, dar publicidade e debater novos conhecimentos é sua função principal. Mais do que isso, os grupos de pesquisa são os instrumentos mais eficientes para o encantamento do estudante recém chegado para com a ciência, o desenvolvimento e a visão sistêmica e holística da realidade.

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