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Posts Tagged ‘Urbanização’

Re-examinando espaços*

In Desenvolvimento Capixaba, Urbanização on 29/01/2013 at 10:46

 

Por: Arlindo Villaschi

cariacica_1O rápido processo de crescimento econômico pelo qual passa a Grande Vitória há mais de trinta anos tem tido como uma de seus principais sub-produtos um intenso adensamento de suas áreas urbanas.  Isso pode ser percebido tanto pela transformação de áreas de uso rural em ‘reserva’ para ocupação via implantação de projetos industriais /de serviços / habitação; quanto pela acelerada transformação de bairros até pouco tempo de ocupação uni familiar em espaços preferenciais para a construção de prédios com inúmeras unidades habitacionais e/ou comerciais.

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ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA NO ESPÍRITO SANTO

In Demografia, Desenvolvimento Capixaba, Interiorização on 02/08/2012 at 14:20

Por: André da Silva Mendes, Arlindo Villaschi e Ednilson Silva Felipe

 No Espírito Santo, apesar das evidentes concentrações setoriais e regionais da renda, as altas taxas de crescimento econômico (puxadas, principalmente, pelo bom desempenho do segmento exportador de commodities) vêm sendo tratadas nos meios políticos e pela mídia local como indicativo de vigor da economia local. Pouco ou quase nada se discute o conteúdo dessa concentração e seus impactos na sustentabilidade desse crescimento.

Quanto às conseqüências, vale dizer que além de se concentrarem em poucos segmentos produtivos[1], as unidades produtoras desses segmentos concentram-se em um pequena faixa do localizada ao longo do litoral.  Essa concentração no espaço tem gerado crescentes externalidades negativas para a Região Metropolitana da Grande Vitória (poluição, circulação urbana, dentre outras) e passa a ser fator de crescimento desordenado de cidades menores, tais como Guarapari, Anchieta, Linhares e São Mateus.

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Os impactos da concentração produtiva no Espírito Santo

In Desenvolvimento Capixaba, Interiorização, Urbanização on 19/03/2012 at 11:34

Por: André da Silva Mendes (bolsista de iniciação científica do GPIDECA)

A crise econômica verificada no Espírito Santo entre os anos de 1950 e 1960 põe em evidência o aniquilamento do modelo econômico então vigente na economia capixaba, que por quase um século esteve baseada na atividade cafeeira. Esse aniquilamento não é só produto de reveses nos preços do café, mas é, sobretudo, uma consequência tardia de uma mudança compulsória a que esteve sujeita a economia do Espírito Santo ante ao processo de industrialização brasileiro em andamento.
Entre as décadas de 1940 e 1960 o Espírito Santo teve seu plantio de café expandido em 74% ; o favorecimento disso se deu por conta das altas nos preços até 1954. Os reveses se inciaram em 1955, quando o setor cafeeiro passou a experimentar amargos rendimentos que logo se propagaram nos seus indicadores econômicos. Em 1950, o café diretamente gerava 32,4% da renda interna no Espírito Santo; em 1960 sua participação caiu para 22,6%. Quando se considera sua participação na indústria de transformação , que em 1949 era de 60,9%; em 1959 diminui para 16,6%. (ROCHA & MORANDI, 1991, p. 48)

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Urbanização acelerada da Grande Vitória: em busca de uma agenda contemporânea

In Desenvolvimento Capixaba on 27/02/2012 at 10:48

Arlindo Villaschi

A passagem de uma formação rural-agroexportadora para uma de cunho urbano-industrial no Espírito Santo teve alguns pontos que merecem destaque.  Em primeiro lugar porque teve como motivadora primeira as crises do café ao longo dos anos 1950/60 que expulsaram grandes contingentes populacionais do interior para outros estados e parte para a Grande Vitória. Como resultado desse processo, de uma situação em 1960 quando mais de 2/3 da população era rural, em 1970 mais de 45% da população  capixaba habitava suas áreas urbanas.

Como a resposta encontrada pelos governantes para a crise foi a industrialização retardatária, e essa se concentrou majoritariamente nos principais centros urbanos, o Censo de 1980 já apontava o Espírito Santo com mais de 60% de sua população vivendoem cidades.  Namedida em que a industrialização se acelerou (fosse através de processos de substituição de importação/diversificação de exportações através de micro, pequenas e médias empresas; fosse via a implantação dos grandes projetos de impacto), o crescimento urbano passou a se concentrar majoritariamente na Grande Vitória.  Essa, que em 1960 abrigava pouco mais de 16% da população estadual, em 1991 já respondia por mais de 40% da população capixaba.

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